{"id":434,"date":"2015-08-17T21:21:06","date_gmt":"2015-08-18T00:21:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.silviacardoso.com.br\/?p=434"},"modified":"2015-08-17T21:21:06","modified_gmt":"2015-08-18T00:21:06","slug":"podemos-disfarcar-s-emocoes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.silviacardoso.com.br\/?p=434","title":{"rendered":"Podemos disfar\u00e7ar s emo\u00e7\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.silviacardoso.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/acr03g.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-435\" src=\"http:\/\/blog.silviacardoso.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/acr03g.jpg\" alt=\"acr03g\" width=\"604\" height=\"843\" srcset=\"http:\/\/blog.silviacardoso.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/acr03g.jpg 604w, http:\/\/blog.silviacardoso.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/acr03g-215x300.jpg 215w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/a><br \/>\nO curso de Hist\u00f3ria da Neuroci\u00eancia que fiz na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Los Angeles, foi pr\u00e1tico, inovador e memor\u00e1vel. As aulas, n\u00e3o eram o professor quem as ministrava, mas sim os alunos.T\u00ednhamos que incorporar o sujeito da hist\u00f3ria e ainda colocar roupas da \u00e9poca e apresentar em um cen\u00e1rio, como em um teatro.<br \/>\nA minha apresenta\u00e7\u00e3o deveria ser a de uma atriz grega representado express\u00f5es emocionais em uma pe\u00e7a no teatro da Gr\u00e9cia antiga.<br \/>\nOs<span class=\"text_exposed_show\"> estilos mais conhecidos do teatro grego antigo eram a trag\u00e9dia e a com\u00e9dia. Os atores invariavelmente usavam m\u00e1scaras nas pe\u00e7as daquela \u00e9poca, o que nos leva a fazer um questionamento: como mostrar as express\u00f5es faciais humanas da trag\u00e9dia e da com\u00e9dia com m\u00e1scara? Era esse o meu desafiador papel. Eu deveria entrar em cena com uma m\u00e1scara e a &#8216;audi\u00eancia&#8217; (os outros alunos) tinham que me pedir para fazer express\u00f5es emocionais para tentarem adivinhar quais eram. Quando me pediram para fazer a express\u00e3o do medo, eu encolhi o meu corpo e agitei os bra\u00e7os desesperadamente. Ent\u00e3o, quase que magicamente, a m\u00e1scara, que tinha uma express\u00e3o neutra parecia agora ter a express\u00e3o de medo, express\u00e3o que os alunos acertaram prontamente, mesmo eu estando com a m\u00e1scara. Da mesma forma foi com as outras express\u00f5es emocionais b\u00e1sicas, como alegria, tristeza, surpresa e arrependimento.<br \/>\nNaquele momento, todos n\u00f3s, alunos, compreend\u00edamos ent\u00e3o a &#8220;m\u00e1gica&#8221; das m\u00e1scaras e porque elas eram t\u00e3o utilizadas no teatro antigo. A m\u00e1scara se transforma dependendo do \u00e2ngulo e do contexto como n\u00f3s a vemos. Como n\u00e3o se pode ver nenhuma express\u00e3o emocional facial ao se usar uma m\u00e1scara, o c\u00e9rebro d\u00e1 pistas do movimento corporal que ele est\u00e1 vendo e atribui ent\u00e3o \u00e0 face uma express\u00e3o relacionada que faz sentido. O sistema cognitivo v\u00ea e sugere um movimento para a m\u00e1scara, e isso cria uma emo\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria na pr\u00f3pria m\u00e1scara .Alguns cientistas cognitivos sugerem que o uso da m\u00e1scara no teatro grego serviam para agu\u00e7ar a aten\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia, bem como para eles terem uma participa\u00e7\u00e3o viva e interativa dela, tentando resolver desafios e descobrir por eles pr\u00f3prios as emo\u00e7\u00f5es, mais do que mostr\u00e1-las explicitamente. Dessa forma o c\u00e9rebro trabalha para encontrar significado em uma arte abstrata.<br \/>\nTalvez seja por isso que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil &#8216;esconder&#8217; emo\u00e7\u00f5es no dia a dia. Podemos usar a &#8216;m\u00e1scara invis\u00edvel&#8221; do disfarce, por ex., fingir que estamos neutros quando na verdade estamos tristes ou aborrecidos. O rosto n\u00e3o mostra, mas o corpo mostra. Consequentemente, faz o c\u00e9rebro do observador criar no rosto do observado a mesma express\u00e3o do corpo. \u00c9 dif\u00edcil enganar o c\u00e9rebro&#8230;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O curso de Hist\u00f3ria da Neuroci\u00eancia que fiz na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Los Angeles, foi pr\u00e1tico, inovador e memor\u00e1vel. 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